sexta-feira, 26 de junho de 2009

Capítulo 1 – O assassinato

Vamos lá, gente!
Capítulo 1 – O assassinato
Se me perguntassem o que estaria fazendo em dez anos, eu nunca me imaginaria onde estou agora.
Nunca me imaginei por trás das cortinas, ajoelhado e com as mãos suando dentro da luva de couro preta. Nunca me imaginei arrumando a arma de longo alcance para matá-lo.
Respirei fundo e apoiei a arma com mais segurança. Esperei.
À minha frente, por trás das cortinas as luzes se acenderam. Pode-se ouvir os murmúrios excitados da multidão.
Consegui identificar as pessoas sobre o palco pelos contornos, mirei na cabeça do traidor.
Um porta-voz apresentou o traidor como uma piada sem graça, forçando um ambiente amistoso, a platéia riu de forma exagerada.
O traidor andou até o palanque, minha mira acompanhou seu movimento, ele limpou a garganta e saudou:
- Bom dia!
Atirei.
Larguei a arma e disparei a correr. Estava quase na porta quando a multidão histérica começou a gritar querendo entender o que havia acontecido.
Cheguei no estacionamento e entrei no carro, coloquei o cinto. Ri comigo mesmo pensando: “Acabei de me tornar o mais novo procurado do Estado”.
Pelo retrovisor vi alguns seguranças saindo pela porta dos fundos, me procurando.
Acelerei, dois dos seguranças começaram a correr atrás do carro. “Idiotas,” pensei, “Eu acabei de salvar a vida de vocês”.
Esse lance de agradecimento está muito desvalorizado nos dias de hoje. Olhe por exemplo, eu acabei de salvar esses caras, juntamente com a família deles, e agora eles estão perseguindo meu carro, loucos par estourarem meus miolos, como tinha acabado de fazer.
Claro que eu não dirigia mal, em poucos segundos entrei na via expressa e os perdi de vista.

3 comentários:

  1. Porque ele deixou a arma ???
    um caso a se pensar ...

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  2. Por que ele levaria a arma?
    Só traria mais problemas...
    Num futuro próximo vc verá que as investigações sobre a arma não levarão a lugar algum.

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  3. AH NÃO, JÚLIA, NÃO VALE CONTAR O FINAL DA HISTÓRIA NOS COMMENTS i-i

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