Capítulo 2 – A fuga.
Percebi que estava suado como um porco, meu coração estava disparado por causa da explosão de adrenalina.
Já atirou em alguém? Tente um dia é extremamente gratificante.
Tirei o carro da via expressa e o meti em um beco escuro. Tirei a blusa preta de manga comprida, as luvas e a peruca que Mário me obrigou a usar.
Coloquei uma camiseta laranja que estava sobre o bando. Saí do carro, segurando essa pilha de coisas. Um mendigo que estava no chão olhou para mim curioso.
Ofereci a pilha para ele, que me olhou sem entender o que estava acontecendo.
- Presente. – Esclareci e ele aceitou com um sorriso banguela.
Voltei ao carro e tirei as peças falsas grudadas na placa do carro. A placa ficou completamente diferente da que os seguranças possivelmente tinham avistado.
Despedi-me do mendigo com um aceno e voltei a entrar no carro. Guardei as peças no fundo falso do banco de passageiro.
Olhei pelo retrovisor antes de dar ré e percebi que ainda estava usando os óculos de armação grossa e preta. Tirei-a do rosto e a quebrei. Joguei no fundo falso antes de fechá-lo.
Peguei um estojo de lentes de contato e escondi os meus chocantes olhos azuis, a única herança útil da minha mãe, por trás de um tom cinza mórbido.
Dei ré e voltei a entrar na via expressa. Minha cabeça começou a doer de maneira inacreditável, tudo que eu mais queria naquele momento era uma overdose de aspirina.
O cansaço começou a me dominar, queria fechar os olhos e só voltar a abri-los em alguns anos.
Entrei em uma praça e larguei o carro no estacionamento conforme o combinado, estava atrasado apenas por cinco minutos.
Quando sai, trombei com uma mulher linda, ou pelo menos achei que fosse linda, pois ela estava vestida dos pés a cabeça e usava um maldito chapéu, mas o que pude sentir que seu corpo era perfeito.
Eu pedi desculpas e me afastei. Entrei no primeiro táxi que encontrei e afundei no banco traseiro.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário